Szerkesztő:Ragold/Ha/Madredeus


A Madredeus az egyik legismertebb portugál zenei együttes. Stílusuk a portugál népzene, a klasszikus zene és a kortárs könnyűzene elemiből építkezik, és erőteljes hatással volt rá a brazil népzene, különösen a bossa nova.

A musicalidade do grupo sempre foi erroneamente referida como fado, gênero musical português mais conhecido internacionalmente, sobretudo pela imprensa fora de Portugal. O grupo nunca se descreveu desta forma, ainda que declarasse existir uma aproximação ao "espírito musical" do fado.

Nos seus vinte anos de carreira, os Madredeus lançaram 14 álbuns e estiveram em turnê em 41 países - incluindo a Coreia do Norte e um festival de música na Noruega, dentro do Círculo Polar Árctico.[1]

SurgimentoSzerkesztés

Os elementos fundadores do grupo foram: Pedro Ayres Magalhães (guitarra clássica), Rodrigo Leão (teclados), Francisco Ribeiro (violoncelo) falecido em setembro de 2010, Gabriel Gomes (acordeão) e Teresa Salgueiro (voz). Magalhães e Leão formaram o grupo em 1985, Ribeiro e Gomes juntaram-se a eles em 1986. Na sua busca por uma vocalista, descobriram Teresa Salgueiro numa casa noturna de Lisboa, quando esta cantava alguns fados numa reunião informal de amigos. Teresa foi convidada para uma audição e aí surgia o grupo, o qual ainda não tinha um nome. A proposta inicial era a de uma oficina criativa, à qual todos os músicos levavam suas idéias e compunham em conjunto os temas e arranjos. Em 1987, o local de trabalho do grupo, o Teatro Ibérico (antiga igreja do Convento das Xabregas, num bairro de lisboa chamado Madredeus) serviu de estúdio de gravação para mais de quinze temas reunidos à época em um LP duplo, depois convertido para o formato de CD. Chamaram-no de Os dias da Madredeus e daí viria o nome do grupo. O carácter inovador do álbum fez com que os Madredeus se tornasse um fenômeno instantâneo de popularidade em Portugal à época.

Primeira faseSzerkesztés

[[Ficheiro:Madredeus-Aveiro-01.08.2005-foto de J.P.Casainho 02.jpg|300px|thumb|right|Concerto dos Madredeus em Aveiro, 1 de Agosto de 2005.]]Em 1990 foi editado o segundo disco dos Madredeus, Existir, que teve na canção O Pastor um grande sucesso. Apesar disso, o grupo era relativamente desconhecido no estrangeiro. Isto mudou quando os Madredeus deram uma série de concertos na Bélgica onde decorria a Europália, uma exposição que no ano de 1991 foi dedicada à cultura portuguesa. Outro facto que contribuiu para que os Madredeus se tornassem conhecidos no estrangeiro foi o uso da canção "O Pastor" num filme publicitário na Grécia, à revelia do grupo. Seguiu-se um disco gravado ao vivo em Lisboa, no qual o grupo interpretava canções dos dois primeiros discos e incluía novos temas, um dos quais ("Mudar de Vida") com a participação dos guitarristas Carlos Paredes e Luísa Amaro.

Em 1994 a banda lança O Espírito da Paz, um álbum que consolida o grupo no estrangeiro. O disco alcançou o primeiro lugar das tabelas de Espanha e levou o grupo a uma longa digressão internacional, a qual incluiu o Brasil e alguns países do Extremo Oriente .

Durante as sessões de gravação de O Espírito da Paz, que decorreram em Inglaterra, os Madredeus gravaram outro disco, que seria editado em 1995. Wim Wenders, impressionado com a música do grupo, tinha-os convidado para musicarem um filme sobre Lisboa, chamado Lisbon Story (no Brasil, "O Céu de Lisboa"; em Portugal, "Viagem a Lisboa"), do qual o grupo foi protagonista. A banda sonora deu ao grupo ainda maior projecção internacional.

Segunda faseSzerkesztés

Em 1995, incorporam-se nos Madredeus os músicos Carlos Maria Trindade, no lugar do teclista Rodrigo Leão, e o guitarrista José Peixoto. Em 1996, Francisco Ribeiro e Gabriel Gomes deixam o grupo e em 1997, os Madredeus gravaram o primeiro álbum com a actual formação, intitulado O Paraíso. No mesmo ano ingressa no grupo Fernando Júdice (baixo acústico).

Em 1998, o grupo foi convidado a ser a atração do concerto de abertura da Expo'98 em Lisboa, ocasião na qual se apresentaram ao lado do tenor espanhol José Carreras. A parceria inusitada renderia outros encontros futuros.

O ano de 2000 marcou o lançamento do álbum Antologia, com canções de toda a discografia do grupo até então e mais duas canções inéditas: a bossanovista Oxalá e As Brumas do Futuro, tema do filme de estréia da atriz portuguesa Maria de Medeiros como diretora, "Capitães de Abril", sobre a Revolução dos Cravos.

Em 2001, o grupo lança Movimento, o segundo álbum de estúdio com a nova formação, e depois deste alguns álbuns experimentais que causaram acaloradas discussões entre os fãs e críticos: "Electrónico", uma compilação de versões electrónicas das canções do Madredeus feitas por alguns dos músicos eletrônicos de mais prestígio da Europa, e Euforia, um álbum duplo com canções gravadas ao vivo pelo grupo com a "Vlaams Symfonisch Radio-orkest", Orquestra Sinfónica da Rádio Flamenga, da Bélgica.

Em 2004, o Madredeus entrou em estúdio e de lá saíram canções suficientes para dois álbuns: "Um Amor Infinito", dedicado aos fãs de todo o mundo, e "Faluas do Tejo", este último sendo considerado uma homenagem à cidade de Lisboa, terra natal do grupo.

Ano sabático e projetos paralelosSzerkesztés

O ano de 2007 foi um ano sabático para o Madredeus. Seus integrantes desenvolveram projetos paralelos ao trabalho da banda, como Teresa Salgueiro, que lançou naquele ano dois álbuns, ambos produzidos por Pedro Ayres Magalhães, e a dupla José Peixoto e Fernando Júdice, que criaram o grupo Sal unindo-se à voz de Ana Sofia Varela e a percussão de Vicky.

Os integrantes do Madredeus sempre tiveram liberdade para conduzir projectos paralelos ao grupo: Carlos Maria Trindade, Pedro Ayres Magalhães, José Peixoto e Fernando Júdice actuam frequentemente como produtores musicais. Trindade e Peixoto tem sólidas carreiras como solistas e, mais recentemente, José Peixoto e Fernando Júdice têm trabalhado em projetos conjuntos, como o álbum Carinhoso, no qual os dois músicos revisitam o repertório do compositor brasileiro Pixinguinha, e o supracitado grupo Sal.

Em 28 de novembro de 2007, porém, o anúncio da saída de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto tomou os fãs do grupo de surpresa. Pedro Ayres Magalhães declarou à época que o futuro do grupo era incerto e que, na opinião dele, tornar-se-ia difícil pensar em um retorno sem a presença de Teresa Salgueiro, cuja voz tornou-se emblemática para os Madredeus.

Retorno do MadredeusSzerkesztés

Em 2008, o Madredeus lançou um novo álbum, "Metafonia". Após a saída de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto, Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade decidiram-se por não substituir esses músicos, mas sim criar um novo ensemble ao qual chamaram A Banda Cósmica, formada pelas cantoras Rita Damásio e Mariana Abrunheiro, Ana Isabel Dias na harpa, Ruca Rebordão na percussão, Sérgio Zurawski na guitarra eléctrica, Gustavo Roriz no baixo e contrabaixo, Babi Bergamini na bateria e Jorge Varrecoso como violinista convidado. Entretanto, este último participou apenas da temporada de lançamento do grupo no Teatro Ibérico, sendo substituído pelo violinista António Barbosa, que passou a fazer parte efectiva do grupo. Da última formação, apenas se mantiveram Pedro Ayres de Magalhães e Carlos Maria Trindade. O grupo lançou em 2009 seu segundo álbum, "A Nova Aurora" mantendo a mesma formação.

Madredeus e os países lusófonosSzerkesztés

No Brasil, o grupo ficou conhecido pelo grande sucesso de suas apresentações em casas de espectáculo por todo o país - sempre com lotação esgotada, em que pese a quase ausência das músicas do grupo nas rádios brasileiras - e também por suas apresentações ao ar livre, com destaque para os concertos que realizou no Pelourinho, em Salvador, Bahia (1995), na Praia de Icaraí, em Niterói, estado do Rio de Janeiro (1997) e no Parque do Ibirapuera, São Paulo, e na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (2000), ambas por ocasião das comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. As canções do grupo também já foram tema de diversas produções televisivas no Brasil como a mini-série da Rede Globo de Televisão "Os Maias" (2001) (com as canções "Matinal", "Haja o que Houver", "As Ilhas dos Açores" e a canção que se tornou o tema de abertura da referida produção televisiva, a emblemática "O Pastor").

O grupo também já se apresentou em Angola, Cabo Verde e Macau.

DiscografiaSzerkesztés

Álbuns de estúdioSzerkesztés

Madredeus e A Banda CósmicaSzerkesztés

Ao vivoSzerkesztés

  • Lisboa (1992, ao vivo, gravado no Coliseu dos Recreios em Lisboa)
  • O Porto (1998, ao vivo, gravado no Coliseu do Porto)
  • Euforia (2002, ao vivo, com a participação da Flemish Radio Orchestra)

CompilaçõesSzerkesztés

  • Antologia (2000, colectânea com duas canções inéditas)
  • Palavras Cantadas (2001, colectânea direccionada ao público brasileiro e abrangendo o trabalho do grupo entre os anos de 1990 e 2000)

RemixesSzerkesztés

  • Electronico (2002) - releitura electrónica de vários temas do grupo

VideografiaSzerkesztés

  • Les Açores de Madredeus (1995) - documentário francês sobre o Madredeus filmado nos Açores, em VHS e DVD
  • Lisbon Story (1995) (Viagem a Lisboa, Portugal; O Céu de Lisboa, Brasil) - filme escrito e dirigido por Wim Wenders, em VHS e DVD
  • O Espírito da Paz (1998) - VHS
  • O Porto (1998) - concerto ao vivo no Coliseu do Porto, em VHS
  • Euforia (2002) - concerto ao vivo do Madredeus com a Flemish Radio Orchestra, em DVD
  • Mar (2006) - registo da apresentação do Madredeus e do Lisboa Ballet Contemporâneo, em DVD
  • Metafonia - Ao Vivo no Teatro Ibérico (2009)

RegravaçõesSzerkesztés

As canções do Madredeus têm ganhado regravações feitas por diversos artistas:

  • A cantora portuguesa Marta Dias gravou O Sonho, do álbum O Paraíso;
  • A banda portuguesa de heavy metal Moonspell gravou Os Senhores da Guerra, do álbum O Espírito da Paz;
  • As cantoras brasileiras Zizi Possi e Luiza Possi, bem como o tenor espanhol José Carreras, gravaram Haja o que houver, do álbum O Paraíso. A canção já havia sido registrada em disco, antes do Madredeus, pela banda de rock portuguesa Delfins;
  • A cantora brasileira Rebeca Mata gravou O Mar, do álbum O Espírito da Paz;
  • O grupo instrumental brasileiro Quarteto Pererê gravou As Montanhas, do álbum Os dias da Madredeus;
  • A cantora brasileira Mylene lançou, em 2007, um álbum inteiramente dedicado às canções do Madredeus, com dezesseis temas de diversos álbuns.
  • A cantora Deo (Deolinda Bernardo) gravou em 2008 o álbum "Voando sobre o Fado" com 11 temas do grupo.
  • A espanhola Soledad Gimenez, cantora dos Presuntos Implicados, gravou uma versão em espanhol de "Oxala".
  • Rodrigo Leão voltou a gravar "Terras de Bolonha" em 2006.
  • O guitarrista do Angra, Rafael Bittencourt, gravou O Pastor em seu primeiro álbum solo, Brainworms I, lançado em 2008.

Sablon:Referências

Sablon:Ligações externasSzerkesztés

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Sablon:Portal3 Sablon:Madredeus Sablon:Fado Sablon:Música de Portugal

Categoria:Bandas de Portugal Categoria:Fado Categoria:Bandas formadas em 1985

Madredeus (Sablon:IPA-pt) is a Portuguese band. Their music combines traditional Portuguese music (many times erroneously associated with the subgenre of Fado) with influences of modern folk music. The lyrics are often melancholic and related to the sea or travelling or absence, continuing a tradition of songs that dates back to Medieval times (with obvious relations to cantigas de amigo among others).

The band's founding members were Pedro Ayres Magalhães (Classical guitar), Rodrigo Leão (keyboard synthesizer), Francisco Ribeiro (cello), Gabriel Gomes (accordion) and Teresa Salgueiro (vocals). Magalhães and Leão formed the band in 1985, Ribeiro and Gomes joined in 1986. They'd been searching for a female singer, and found Teresa Salgueiro in one of Lisbon's night clubs. Teresa liked their music and agreed to join, so in 1987 Madredeus recorded their first album, Os dias da Madredeus.

The first album was recorded in their rehearsal space, a disused abbey in Lisbon. The recording was especially strenuous due to deafening interruptions every 5 minutes from Lisbon's tram service, which ran directly above. In honour of this unavoidable presence in their every performance, they named themselves after the line's nearby terminus, Madre de Deus (Mother of God), shortened to the vernacular Madredeus.

In 1993, Pedro Ayres Magalhães left the band temporarily and was replaced in live concerts by José Peixoto (Classical guitar). Magalhães rejoined the group later, making it a sextet with two guitarists.

They released several albums and became very popular in Portugal, but remained relatively unknown outside the country. This changed in 1994 when Wim Wenders, impressed by their music, asked Madredeus to perform in his movie Lisbon Story - the soundtrack gave the band international fame. Thanks to that, Madredeus spread their wings to the world and conquered fans from all over Europe, South America, Africa and Asia.

In 1994 Rodrigo Leão left the band to start a solo career, being replaced by Carlos Maria Trindade (keyboard synthesizer).

In 1997 Francisco Ribeiro and Gabriel Gomes left the band as Madredeus' style started abandoning its fado roots with the release of O Paraíso. At this time Fernando Júdice (Acoustic bass guitar) was invited to join them, to form the current lineup, again a quintet. Madredeus has sold over 3 million albums worldwide.

In November 2007 Teresa Salgueiro announced she had left Madredeus.

One of the founders of the group, Francisco Ribeiro, died on September 14, 2010 due to cancer. He had released in 2009 his first solo work called Desiderata: A Junção do Bem .

DiscographySzerkesztés

  • Os Dias da MadreDeus (1987)
  • Existir (1990)
  • Lisboa (1992, live in Lisbon)
  • O Espírito da Paz (1994)
  • Ainda (1995, soundtrack from Lisbon Story (1994 film))
  • O Paraíso (1997)
  • O Porto (1998, live at Porto)
  • Antologia (2000, a compilation of 'best of' material)
  • Movimento (2001)
  • Palavras Cantadas (2001)
  • Euforia (2002)
  • Electrónico (2002)
  • Um Amor Infinito (2004)
  • Faluas do Tejo (2005)
  • Metafonia (2008, feat A Banda Cósmica)
  • A Nova Aurora (2009, feat A Banda Cósmica)

External linksSzerkesztés


  1. (Referência: Jornal O Estado de São Paulo - 03/12/2007